<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> Perto do Coração Selvagem

Sábado, Fevereiro 26, 2005



Afirmação

Sempre me perco nas histórias de amor.

*A foto foi tirada pelo Ronaldo, o mago da fotografia digital!

P.S.: sim, o rubor é uma característica marcante.

Coração na boca:

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005


Seu sorriso me desacata, sabia?

Coração na boca:

Sábado, Fevereiro 19, 2005


Tenho feito grandes (re)descobertas nos últimos dias. Dançar hipnotizado no Rose Bom Bom* até quatro da manhã como se os anos 80 não tivessem acabado; tomar banho de chuva e sorrir pro céu desabando sobre mim; ir sozinho num mesmo dia ao cinema e ao teatro e descobrir que isso é ótimo; ser pedido em casamento (rsrsrsrs) e dizer: -não, muito obrigado! E mais que tudo: reinventar uma antiga alegria de viver que embrulha tudo: liberdade, auto-estima, compreensão de muitas dores e delícias, verdadeiro sentimento do mundo.

Leio, ouço, vejo, danço, cozinho, abraço, beijo... e também abro a porta pra você, pra mim...

*Pois é, a lendária casa está de volta num projeto que funciona na cobertura da Galeria Ouro Fino, Rua Augusta. A balada acontece toda quinta-feira, a partir da meia-noite. Pra quem viveu os anos 80, não tem melhor pedida... e é a maior concentração de gente bonita por metro quadrado de Sampa atualmente... e tenho dito!

Coração na boca:

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005


Primeiro dia pós-pedido-oficial-de-demissão. Ainda confuso, preparo o café da manhã. O Dengo tenta me animar, desvia minha atenção e resolvo ligar o som num volume pouco recomendável para às 7h30. Sim, acordei bem cedo e fiquei prestando atenção no barulho da rua, no ir e vir das pessoas a caminho do trabalho, como eu, ontem.

Ontem foi tranqüilo, embora as despedidas sempre escondam algumas lágrimas na algibeira. Arrumei minhas coisas numa caixa enorme. Papéis, livros, cartões, bilhetes amassados, segredos... tudo quanto se pode acumular em cinco anos trabalhando na mesma redação, com os mesmos queridos colegas, com a risada e o choro de todos os dias.

Nunca vou esquecer a TV e meu aprendizado por lá. Mas tinha que partir, andar, voar para um outro espaço onde ainda seja possível continuar experimentando. Muitos dizem que sinto demais, sofro demais, fantasio demais, correndo o risco de não viver. Creio justamente no oposto. Pra mim, tudo isso é puro devir, plena capacidade de dar a cara pra bater. Como naquele dia em que disse: -sim! Sem me preocupar com tudo o que veio depois...

Coração na boca:

Terça-feira, Fevereiro 15, 2005


"E é inútil procurar encurtar caminho e querer começar, já sabendo que a voz diz pouco, já começando por ser despessoal. Pois existe a trajetória, e a trajetória não é apenas um modo de ir. A trajetória somos nós mesmos. Em matéria de viver, nunca se pode chegar antes. A via-crucis não é um descaminho, é a passagem única, não se chega senão através dela e com ela. A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta é a glória própria de minha condição.

A desistência é uma revelação".

GH

P.S.: véspera de um grande dia. Decisão tomada, a serenidade se mistura a esse estado pouco claro que vai da excitação ao descaminho. Riso, lágrima, pensamentos imperfeitos. E eu dizia: ando com saudades da minha vida e ele disse: gosto de você também.

Coração na boca:

Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005


Um carinho, qualquer que seja, transforma o dia, a noite, invade a vida da gente. Um carinho em forma de palavras, transmitido por alguém que você ama, tem um poder ainda maior. Ele salva, muda as rotas, evita colisões, abre portas, transcende espaço e tempo. Ontem, soube que a moça escreveu um post pra mim... e eu fiquei todo bobo por tão lindas palavras, a ponto de reproduzir aqui, mesmo que peque pelo excesso de vaidade (rsrsrs)! Moça, valeu pelo texto e pelo sorriso e pelo olho e pelo pensamento e pela ação! Te beijo...

E também porque há sorte, há a felicidade dos encontros. Espelhos.
Ele é todo feito desse olhar doce, esse caminho de moço menino. Penso sua infância como abraço de cuidar misturado ao olhar de criança madura.
Acho que ele nunca soube fechar os olhos.
Ainda que as pestanas pesassem, haveria sempre os outros, Ah! Seus outros olhos...
Mirava em sorriso, quase mais janela que o cercado feito de cílios.
Ou ainda outro, o olhar sem moldura, uma sede de mundo sem pálpebras, criado quando os fechava quieto buscando estrelinhas no sol a pino.
Essa serenidade inventada eu bem que roubava pra mim. Roubava não, emprestava a juros, faria bom uso, tomava seus olhos por usocapião.
Gosto de saber esse menino, ouvir cantar doce sua fala, me embalando em seu cotidiano de mundo novo-todo-dia. Muda em barco de madeira cheirosa, às vezes em chuva. Sempre seu sorriso, luz infindável de cor quente azulada.
De presente de novo ano, todo dia, lhe daria azuis em muitos tons, mãos dadas e um olhar compenetrado em colorir a cidade.


(Amizade é palavra tão linda!)


Estrelinha

Coração na boca:

Terça-feira, Fevereiro 08, 2005


Lost boy




"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria.
Muitas vezes antes de adormecer -nessa pequena luta por
não perder a consciência e entrar no mundo maior-
muitas vezes, antes de ter a coragem de ir para a grandeza do sono,
finjo que alguém está me dando a mão e então vou,
vou para a enorme ausência de forma que é o sono.
E quando mesmo assim não tenho coragem, então eu sonho".

G.H.

P.S.: se eu voar, você me segue?

Coração na boca:

Sábado, Fevereiro 05, 2005


Anos 80



"Faço promessas malucas
Tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby
É pra te proteger da solidão..."

(Cazuza/Renato Ladeira)

Com apenas 16 anos descobri que nem todos os caminhos levam ao mar. Mas o sorriso continuava lá...

Coração na boca:

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005


Anos 70



"Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido

Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido"

(Chico Buarque de Hollanda)

A verdade é que o faz-de-conta nunca terminou, já que o sorriso e o rubor me acompanham até hoje...

Coração na boca:

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005




BLISS

"O que pode alguém fazer quando se está na casa dos trinta anos e, virando a esquina de repente, é tomado por um sentimento de absoluta felicidade - felicidade absoluta! - como se tivesse engolido um brilhante pedaço daquele sol da tardinha e ele estivesse queimando o peito, irradiando um pequeno chuveiro de chispas para dentro de cada partícula do corpo, para cada ponta de dedo?"

Katherine Mansfield

A primeira vez que li esse conto era adolescente e não entendi muito bem a revolução embutida, o desejo gritado para dentro, a pulsação. Lendo depois sobre Clarice Lispector e Ana Cristina Cesar, descobri a importância de Katherine Mansfield na vida delas. E reli o conto. E me vi descobrindo coisas escondidas em gavetas de guardados que permaneciam lacradas me protegendo de algum tipo de frio (até então desconhecido).

Mansfield nasceu na Nova Zelândia, filha de pais ingleses, em outubro de 1888. Estudou na Inglaterra, voltou à Wellington e acabou convencendo o pai que deveria seguir novamente para Londres. Teve vida emocional repleta de inexplicáveis explosões (chegou a casar e descasar em apenas um dia) e produção literária marcada pelo brilho de quem vive nos limites da existência (aqui entendidos de uma foma bem particular, limites como margens amplas). A fama só chegou após a morte, aos 34 anos, vítima de uma tuberculose quase pressentida.

O propósito de publicar esse excerto do conto Felicidade é apenas destacar que as epifanias podem acontecer a qualquer um, em qualquer momento da vida. As revelações, os suspiros milagrosos que reacendem velhas chamas e até as pequenas nuvens que se formam diante dos olhos não são artes de ficção, resultado de experiências imersas em fantasia. É energia, é pulso, é corrente sanguínea generosa que nos impõe a vida!

P.S.: post para Gil Maciel (refeito do susto e sempre pronto pra ser feliz) e Juli Mariano (pela incrível capacidade de ter fé na vida).

Coração na boca:

 

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