<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> Perto do Coração Selvagem

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005


Sobre os silêncios necessários

Açúcar ou sal? Agridoce? Talvez a vida seja apenas isso. Uma sucessão de momentos alegres e tristes. O natal de 2004
causou descompasso no coração. Quase arrancou de mim um pedaço do músculo precioso. Nesse ano de 2005, ele foi marcado pela delicadeza. A tua. Talvez, como você disse, nossa história fosse improvável em 1998, quando nos conhecemos, ou em 2000, quando nos esbarramos, quase bailarinos.

Era pra ser exatamente como foi: simples, sem necessidade de maiores explicações. Carne crua. Sashimi.
Aprendi que as geografias íntimas não se descrevem ou decoram... ficam na ponta dos dedos, em silêncio.

Esse texto não é sobre o natal, sobre a viagem ao oeste paulista (cruzei um estado inteiro pra mirar teus olhos) ou as pessoas que conheci através de você. Talvez isso nunca apareça escrito nesse blog... mas é pra deixar registrado o maior ensinamento desses últimos quatro dias: o que mais importa agora é claro e singelo, como o teu olhar no meu: a nossa vontade de tudo e nada.

Na viagem de volta, no ônibus, fiquei imaginando como seria não ter o beijo-de-boa-noite e a carícia-da-manhã-cedinho...
e talvez aí eu tenha sentido em plenitude o acontecido: a ausência é o que menos importa. A memória da pele atravessou
os tecidos e agora corre no sangue, misturada com a lucidez e a insensatez (os dois lados da moeda).

"... a chuva cai,
o sol não sai,
penso em você..."

Coração na boca:

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005


Berkeley em Bellagio via São Paulo

Ainda não aprendi a falar alemão, mas viajei por um idioma híbrido nos últimos dois dias com a Sabrina. O último mês com o Ronaldo me fez aprender outras coisas... talvez a semente da generosidade, talvez o aroma sempre perfumado da atenção, do afeto dedicado. A tarde do meu aniversário com o Fábio me fez sentir de novo vontade de compartilhar silêncios necessários. Falar com o Mario agora ao telefone me fez voltar de um transe. Me ajudou numa possível volta à realidade.

Talvez tudo isso tenha a ver com o Noll ou ainda com as constantes decepções (pq será que cobro-tanto-sempre-tudo?)... tem a ver com o belo Cinema, Aspirinas e Urubus que me roubou lágrimas de exílio na sala escura... com certeza se relaciona diretamente à passagem do tempo, aos novos sons e movimentos. Inegável é que prefiro continuar tentando: alemão, japonês, marajoara, paulista, gaúcho, carioca, nordestino... humano.

Como eu, você...

Coração na boca:

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005



Imagem: Daniel Senise

Elo perdido

Quando os afetos se confundem, tudo que nos resta é esperar. Vai dar tudo certo!

Coração na boca:

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005



Imagem: Matisse (um de seus vermelhos)

Memórias de Mrs. Dalloway

Ainda acredito em milagres. Afinal, "imprevistos bons também acontecem".

P.S.: meus queridos, sei que está em cima da hora, mas sempre esqueço coisas óbvias tipo: deixar recado no blog avisando que hoje (dia 9, sexta), vou comemorar meu aniversário que é amanhã (10), no mezanino de um restaurante do Edifício Copan (que fica na Av. Ipiranga, coração de São Paulo)! Para quem estiver aqui e a fim, estarei por lá a partir das 23h! Esse ano tenho muito a agradecer. E também a lembrar...

Coração na boca:

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005



Imagem: Leonilson


Banalidade do mal

Pra dor de amor não há remédio.

Coração na boca:

 

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