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Quarta-feira, Junho 28, 2006
Eu costumava imaginar você como algo concreto, sabe? Como naquele poema do Eugenio Montale que um dia você copiou pra mim. Como era mesmo? "Deste meu nome a uma árvore? (...) Eu, o teu, dei a um rio (...)", ou algo assim. Pois é. Imaginei dando teu nome a uma estrada, a uma longa estrada.
Coração
na boca:
Segunda-feira, Junho 26, 2006
"Atiraste uma pedra
no peito de quem
só te fez tanto bem"
Coração
na boca:
Domingo, Junho 25, 2006
Aí fico péssimo depois. Ligo pedindo desculpas, falando bobagens, jogando conversa fora. Mas sei que não convenço. Desde que me despedi jurei que... jamais! Mas sempre perco todas as apostas. Querer você é quase... e aí veio o show, a loucura, o pedido de... mas não tenho passaporte, esqueceu? Perdi os prazos, baby... vou ter que fazer tudo de novo. Como ontem, quando tentei a ligação pra... você mesmo disse que já visitou outro planeta. É que "me encobrir de humanidade me fascina e me aproxima do céu...", nunca te disse?
Coração
na boca:
Segunda-feira, Junho 19, 2006
Calo-me.
Porque não sei qual é o meu segredo. Conta-me o teu, ensina-me
sobre o secreto de cada um de nós. Não é segredo difamante.
É apenas esse isto: segredo.
E não tem fórmulas.
Clarice Lispector - Água Viva
Coração
na boca:
Sexta-feira, Junho 09, 2006
"É sempre no presente, afinal, que se conjuga o esquecimento".
Marc Augé
P.S.: é importante acreditar em algum tipo de revolução. Íntima, que seja.
Coração
na boca:
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