|
Segunda-feira, Novembro 26, 2007
E aí você chegou com tantos carinhos que deixou aquela noite mais aconchegante. Eu já disse que adoro quem sorri com naturalidade? Pois é... quando o rosto se ilumina de forma sincera, tudo fica transparente, límpido. Não que eu esconda a melancolia. Os momentos de tristeza devem ser vividos até que estanquem, saciados.
Tenho profundo respeito pelas minhas lágrimas mas, como diz Caetano, minha risada é ainda mais reverenciada.
Hoje não quero lembrar da falta de generosidade da minha chefe, do humor atravessado de alguns colegas de trabalho, nem do dente que ainda dói depois da cirurgia na sexta. Quero dizer sim ao riso farto, à capacidade de ser solar, apesar das nuvens escuras que rondam nosso céu.
Dezembro está quase chegando e é um mês revelador. Acreditem.
Coração
na boca:
Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Livros, memórias e declarações de amor...
Quem me conhece sabe que sou fascinado por livros. A leitura consegue aliviar meu estado de espírito contraditório, me acalma antes de dormir, me faz companhia. Hoje fui almoçar no prédio do curso de História da USP onde, anualmente, acontece uma feira de livros a preços realmente honestos (quase tudo com 50% de desconto). Pra variar, caí na tentação e me esbaldei.
O clima no local também me despertou recordações de outros tempos, outras feiras de livros, beijos, abraços e singelas declarações de amor. Jurei que evitaria ser piegas aqui no blog. Mas é assim que sou e acho que não quero mudar. Faz parte de mim, como gostar de antigas canções do Roberto Carlos, comer brigadeiro de colher e viajar sempre na janela, seja do ônibus, do metrô ou do avião.
Tudo que precisamos vez-em-quando nessa vida é desse tipo de emoção barata, sem grandes elaborações, sem necessidade de explicações. E nesses dias ando precisando me aliviar de certo peso no peito, desse ardido sem nome que chega sem avisar e nos enche de inquietação. Uns dizem que é o tal do inferno astral. Eu prefiro chamar de desejo por revolução.
Coração
na boca:
Quinta-feira, Novembro 08, 2007
E hoje ainda é quinta e não sexta. Apesar do mês ser mais curto por conta dos feriados, continuo achando insuportável cortar a cidade para vir trabalhar nesse fim de mundo. A dor de dente voltou, a vontade de mudar de personagem também. Mas a novela mal começou... pois é.
Depois que vendi o ap das Perdizes e voltei pro entorno da Paulista, achei que tudo ia melhorar... até parece... a única coisa boa (sim, você sabe que foi) aconteceu no fim de semana. Aconchego, cuidado, beijo na boca e aquela sensação tranqüila de afeto compartilhado.
E olha que ainda não falei da loucura em casa: caixas, caixas e caixas. Até agora não fiz nada na cozinha gigante, nem água eu fervi. Troca de empregada, muita roupa suja e pouca vontade de lavar, muita roupa limpa e pouca vontade de passar. Vixi... isso aqui tá parecendo checklist de dona-de-casa...
Vou lá fora procurar paciência... volto já.
Coração
na boca:
|